Muitos guitarristas são conhecidos por suas técnicas diferenciadas e que muitas vezes inovam o conceito de tocar guitarra. Mas uma das lendas da guitarra, e claro, da Stratocaster, é Joe Satriani. Ele vai além de puramente tocar, coisa que faz com maestria, e ensinou muitos dos guitarristas que tanto admiramos. Depois de relançar uma edição melhorada de Surfing With The Allen no começo do ano, ele está de volta com seu novo álbum, Shapeshifting, trazendo toda a solidez da sua Strat Ibanez Joe Satriani Signature.
Podemos começar dizendo que Shapeshifting é uma viagem por diversos estilos musicais, sempre com toda a técnica desenvolvida por Satriani em mais de três décadas de carreira.
O álbum foi produzido em parceria de Joe com Jim Scott, que já trabalhou com bandas como Red Hot e Foo Fighter, e masterizado por John Cuniberti. Para a banda, foram chamados Kenny Aronoff (John Fogerty) na bateria, Chris Chainey (Jane's Addiction) no baixo e Eric Caudieux nos teclados. Além de participações de Lisa Coleman (The Revolution) e Christopher Guest.
Faixa a faixa
O álbum já começa agitando com a faixa que dá título ao disco, Shapeshifting. É um rock pegado, que dá espaço para a bateria e baixo, enquanto a guitarra de Satriani é hipnotizante. E logo abre espaço para mais um rock'n roll eletrizante, a faixa Big Distortion, que já havia sido divulgada antes, já tem mais pegada e é recheada com bons solos de guitarra. Até agora falamos apenas de duas músicas e essas já fazem o álbum valer.
Então Satriani entra com uma levada mais baladinha, cortada apenas por solos bem arranjados na guitarra, com All For Love. Mas então vem uma coisa mais doida: Ali Farka, Dick Dale, an Alien and Me. Essa faixa é estranha, mas interessante. Ela dá uma noção de espaço, esse negócio de aliens com o qual Satriani parece gostar de trabalhar, a guitarra também é bem diversificada, trazendo uma sequência de acordes bem elaborados.
Teardrops nos mantém nesse caminho entorpecido. Começa com uma pegada blues e as vezes parece outra coisa, mas difícil explicar o que seria, o que se pode dizer é que ela te absorve de uma maneira desconcertante. E Perfect Dust te acorda novamente. Outra levada de blues, porém mais animado, aquele som que você provavelmente vai querer acompanhar com pés e mãos.
Outro single que já havia sido divulgado é Nineteen Eighty, uma verdadeira saudação a Eddie Van Halen e aos tempos antigos. É uma verdadeira viagem ao passado, com riffs de guitarra pretensiosos e uma bateria poderosíssima. Essa passou algumas vezes no repeat antes de seguir para a faixa seguinte.
E foi dada a continuidade com All My Friends Are Here. Essa é uma faixa que traz riffs consistentes e tem uma levada boa, fácil de se gostar. Porém, Spirits, Ghosts and Outlaws já se mostra um pouco mais elaborada. É uma outra viagem ao passado, ao tempo em que o rock foi criado. Aqui já vemos a ideia de Satriani explorar um repertório diversificado, buscando tudo o que aprendeu e ensinou nesses 35 anos de carreira.
Com Falling Stars vemos o baixo e a bateria dando uma introdução ao que será o passei da Strat de Satriani. Tem uma pegada leve e descontraída, muito agradável. E Waiting dá sequência nesse relaxamento. Começa com vozes de crianças ao fundo e um piano bem sentimental, até entrar a guitarra de Joe com um som igualmente agradável aos ouvidos.
Depois de tanto prazer, vamos de uma pegada de reggae com Here The Blue River, onde atingimos o ápice de se sentir bem com um trabalho tão poderoso como esse novo álbum de Satriani. Então para fechar, Joe mostra todo seu trabalho e da banda recrutada com a excelentíssima Yesterday's Yesterday. Com uma intro diferente do que se podia esperar e uma pegada country no violão, Shapeshifting chega ao fim e deixa a sensação de missão cumprida. Certamente, quase todas essas músicas entrarão em playlist por aí, muitas delas já fazem parte da minha.
Veja todas as músicas do álbum:


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