No terceiro álbum em carreira solo, Sérgio Diab, o Stratoman, dá continuidade em seu western fictício
Não lembro bem quando conheci Sérgio Diab Stratoman, mas foi em algum momento entre Stratoman e Siempre True, Siempre Blue. Sei que precisei de alguns dias para me recuperar de 1895, álbum lançado esse mês pelo artista.
Diab ganhou esse apelido (Stratoman) por sempre ser visto com uma Strat em mãos e, claro, por tudo o que consegue fazer com ela. Segundo entrevista dada ao site Tecnoveste, nesse novo trabalho ele traz uma Fender 1973, uma 1974 e uma Stratocaster Ledur, que quem o acompanha já deve ter visto diversas vezes. Com um setup quase que totalmente oldschool, ele nos entrega uma continuação do disco lançado em 2017, seguindo a linha de um filme fictício, cheio de reviravoltas.
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Se em Siempre True, Siempre Blue Sérgio Diab tenha deixado claro que seu inspiração tenha sido o western italiano, com a primeira faixa recebendo o título "Spaghetti", em 1895 ele busca um onda mais norte americana, dando início com a música "Old West", nos levando para o universo que já fora criado em Siempre True.
Se no trabalho anterior Diab contava a história de um justiceiro que chega na cidade e se apaixona por uma prostituta, nessa sequência viajamos pelo velho oeste, como em filme à Clint Eastwood. Tudo isso em uma trilha que mistura country, blues e ritmos latinos.
1895 também conta com a participação de Richard Bennett, que já havia gravado em Siempre True, e Paul Franklin, que já foi guitarrista do Dire Straits. Além de participações especiais de Flávio Guimarães (Blues Etílicos), Lui Coimbra, Milton Guedes, Sacha Amback e as Cantoras Lenna Pablo e Juliana Diab (filha de Diab).
Bônus track
O álbum não possui nenhuma faixa bônus, são apenas suas dez faixas que decorrem a história de 1895. Mas poucos dias depois do lançamento, Sérgio Diab liberou um EP gravado em parceria com o baterista Chester Thompson. A música, intitulada "Milagro", traz o melhor de uma pegada de música caribenha. O resultado da parceria de Diab com Thompson só nos faz pensar que ela bem que poderia voltar no seu próximo trabalho, mas enquanto isso vamos curtindo 1895 e esperar que em breve possamos ter uma apresentação desse disco.






